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terça-feira, 30 de junho de 2009

Pesquisa beneficiará produtores de mel de Simplício Mendes - PI

Tábata Magalhães

Pesquisadores da Universidade Federal do Piauí pretendem aumentar a produção de mel no município de Simplício Mendes, localizado a 416 km de Teresina, a partir da aplicação de técnicas recomendadas para o manejo das abelhas africanizadas, espécie comum na região.

Segundo o orientador da pesquisa, doutor Darcet Costa Souza, as abelhas africanizadas são resistentes às doenças e adaptáveis ao clima quente, mas existe a necessidade de adequação do manejo para que se tenha um aproveitamento melhor da produção. “Boa parte das orientações técnicas para abelhas africanizadas foram aplicadas no eixo sul-sudeste, que é um clima diferente, não tem período seco. É preciso se adequar a tecnologia e colocar isso em teste na região semi-árida do Piauí”, explicou.





O manejo adequado consiste na substituição das abelhas rainhas africanizada, sombreamento dos apiários, fornecimento de alimentação e acompanhamento periódico das colméias. A partir do comparativo entre dois apiários convencionais e dois recomendados, com 20 colméias cada um, é feita uma avaliação da produção. “As técnicas tornam as colméias mais produtivas e as deixam preparadas para a época de ausência de chuvas, que geralmente começa depois dos quatro primeiros meses do ano”, informou o professor.

A pesquisa só será finalizada em 2010, mas, segundo Darcet Costa, ela tem apresentado bons resultados. “Já obtivemos uma produtividade maior nos apiários experimentais. Visto ainda que a tecnologia é de fácil aplicação e rentabilidade, ela é ideal ao pequeno produtor do sertão”, disse.




A partir dos resultados da pesquisa, cerca de 900 produtores da Associação de Apicultores de Simplício Mendes poderão ser beneficiados. “Divulgaremos um documento com os dados para que as técnicas recomendadas sejam utilizadas em campo. Não podemos perder de vista o baixo nível de formação dos nossos produtores, por isso há a necessidade de um trabalho continuado”, concluiu Darcet.

domingo, 21 de junho de 2009

Produtores de mel agora podem contar com alimentação artificial para abelhas

Lourdes Pereira
Fotos: Embrapa





Para que os apicultores não percam seus enxames em épocas de escassez de néctar e pólen, pesquisadores da Embrapa Meio-Norte estão desenvolvendo alimentação artificial para as abelhas a partir de alternativas das próprias regiões produtoras de mel.

A questão da alimentação das abelhas é uma preocupação recorrente, já que nos períodos secos a falta dos nutrientes adequados faz com que elas fiquem fracas ou morram. Por isso os pesquisadores começaram a analisar a eficácia de alimentos encontrado em abundância no Piauí, como o farelo de algaroba, suco de caju, xarope de açúcar, goma de mandioca entre outros que normalmente são subaproveitados.

Tradicionalmente o apicultor não tem o hábito de cuidar de suas abelhas durante a entre safra, ou seja, na parte mais seca do ano que vai de setembro a dezembro. “Há regiões no estado em que o apicultor chega a perder cerca de 80% dos enxames, e quando chega a época da produção ele é obrigado a capturar novamente as abelhas para voltar a produzir”, explica o pesquisador do Núcleo de Pesquisa com abelhas da Embrapa, Bruno de Almeida Souza.

Este problema além de fazerem com que a produção de mel diminua, ainda causa sérios problemas ambientais por sua característica exploratória. Assim, os resultados obtidos até agora oferecem boas expectativas para o produtor e para os interessados em trabalhar no ramo, porque evita que a produção de mel caia, e faz com que a competitividade do estado se eleve perante o mercado mundial de exportação de mel.



Atualmente, a Embrapa Meio-Norte trabalha com apiários experimentais nas regiões do cerrado, caatinga e áreas de transição caatinga-cerrado do Estado do Piauí, localizados em Teresina, Castelo do Piauí, Campo Maior e São João do Piauí.